Opinião

A metodologia Lean ou como os pequenos negócios crescem graças às sugestões dos seus clientes

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A metodologia Lean veio permitir às pequenas e médias empresas entrar na competição com as grandes corporações. Este modelo de  gestão, que viu a sua popularidade crescer nos últimos anos, baseia-se no lançamento de um produto ou serviço cuja procura por parte do mercado está comprovada, analisando-se a sua adoção e aplicando as melhorias sugeridas pelos clientes. Este conceito é bastante conhecido na gestão e indústria tradicional, e envolve a identificação e eliminação sistemática de desperdícios. De um modo geral, qualquer método Lean usa a estratégia de atuar localmente em cada item de desperdício de tempo, custo ou recursos, para chegar a uma qualidade maior e um time-to-market mais rápido. E tudo indo diretamente, e sem perder tempo ou recursos, ao encontro do que o cliente realmente procura e necessita.

As empresas que adotam o modelo Lean conseguem, desta forma, poupar tempo e recursos no desenvolvimento de um produto, eliminando o risco de lançar um produto numa altura em que a necessidade inicial já está coberta. Este sistema de organização é conhecido como “Just in Time” (JIT), e, como o seu próprio nome indica, permite oferecer o artigo no preciso momento em que este é mais necessário ao mercado. É habitual combinar este sistema com a estratégia PULL, que consiste em produzir apenas a quantidade necessária e distribuí-la á medida da procura dos clientes, eliminando o risco de se perder dinheiro com o excedente e produção.

Só através de uma interação eficaz com clientes é possível saber o que realmente necessitam e quando o necessitam (Just in Time). Os dados recolhidos durante as conversações com o cliente contêm a chave para criar os novos produtos, que serão primeiramente oferecidos aos consumidores que manifestaram interesse na sua aquisição.

Depois do lançamento, a empresa poderá melhorar o seu novo produto ouvindo as opiniões dos utilizadores nas redes sociais ou nos canais tradicionais. É, contudo, aconselhável que sejam as marcas assumir um papel proactivo e a perguntar diretamente aos clientes qual a sua opinião sobre o produto e que características sentem que lhe falta, para assim o poder melhorar com base numa experiência real.

Este método de tentativa e erro pode parecer muito arriscado para algumas empresas, já que desta forma não estariam a lançar para o mercado uma solução perfeita desde o primeiro dia. No entanto, permite às startups e às empresas de menor dimensão lançar o seu produto antes que a sua concorrência o faça ou antes que a necessidade desapareça. Perguntar aos utilizadores a sua opinião também servirá para que se sintam queridos pela marca e como se fizessem parte dela.

por Raquel Serradilla, Vice-presidente para a Europa do Sul na AltitudeRaquel Serradila - Altitude - Call Center Magazine