Tecnologia

40% dos novos projetos de desenvolvimento de apps terão programadores de IA nas equipas até 2022

40% dos novos projetos de desenvolvimento de apps terão programadores de IA nas equipas até 2022

Até 2022, pelo menos 40% dos novos projetos de desenvolvimento de aplicações terão programadores de Inteligência Artificial (IA) nas suas equipas. Os dados são Gartner e foram apresentados durante a conferência ‘Digital Power 2019’, que se realizou na passada quinta-feira (10 de outubro).

De acordo com o Jornal Económico, Nuno Borges, diretor de Analítica e Investigação de Cliente da Outsystems, foi um dos oradores do evento e afirmou que “todas as indústrias estão, neste momento, a passar por uma disrupção, porque há um player mais sexy e atraente – independentemente de ter ou não legado e rentabilidade – que surge e muda tudo. Estes agentes estão habituados a inovar rapidamente, a lançar novas versões diariamente, como o Google Search, e nós não temos noção disso”.

Nuno Borges diz que a Inteligência Artificial mudou a forma de desenvolver aplicações, prevendo-se que mude também a área de software.  “A área de software ainda é das mais manuais. É este paradigma que queremos mudar. É isso que a Outsystems faz com o low-code: aplica a automação na entrega de software (…) Vai-nos permitir guiar os programadores e acelerar aqueles que são mais profissionais, saber o que se deveria fazer, que variável está a ser testada (…). Com linguagem de programação visual e através de uma rede neural percebe-se o que se passará a seguir”, explicou.

Já Jorge Simões, diretor da Digital Factory da EDP que também marcou presença o evento, revelou que a companhia lança, em média, 25 projetos digitais por trimestre.  “Não somos um nativo digital, somos uma legacy company, mas rodeamo-nos dos melhores parceiros”, explicou, mencionando a IBM, que está a desenvolver para a EDP uma tecnologia que mostra o crescimento de vegetação junto às linhas de alta tensão, protegendo as infraestruturas.

Mafalda Alves Dias, diretora de Grandes Contas da Vodafone, por sua vez, defendeu que “chegámos a um ponto em que já não temos tempo para mais. Precisamos de ajuda e essa ajuda são e podem ser as máquinas. Tem de haver um novo modelo de trabalho, e isso vai-nos trazer mais produtividade, um maior equilíbrio e balanço vida pessoa-trabalho e espaço para as pessoas criarem”.