Transformação digital

7 tendências do setor das telecomunicações a que deve estar atento

7 tendências do setor das telecomunicações a que deve estar atento

A EY Portugal divulgou recentemente sete tendências para as empresas de telecomunicações, media e tecnologia, setores que, de acordo com a companhia, “têm estado na génese da revolução digital, mas que enfrentam os seus próprios desafios trazidos pela digitalização”.

  1. O ‘Cliente 2.0’ está a obrigar à disponibilização e integração de interfaces digitais em todos os canais de contacto

De acordo com o estudo, as nossas vidas têm-se tornado cada vez mais digitais: queremos interação em tempo real e em qualquer dispositivo e tornámo-nos mais exigentes na expetativa que temos de atendimento no contacto com as empresas. Os operadores de telecomunicações e media estão a transformar-se digitalmente e a reinventar a experiência do cliente através da articulação omnicanal, que tem um impacto comprovado na satisfação dos clientes, mas que necessita de capacidades internas consideráveis.

  1. A Internet das Coisas, ou M2M (Machine to Machine), está a revolucionar os casos de uso de tecnologia de comunicações

A EY Portugal defende também que a capacidade de comunicação presente na maioria dos dispositivos e objetivos atuais está a permitir aplicações antes impensáveis na análise de performance de equipamentos e de seres humanos (por exemplo no desporto), na segurança em locais públicos, incluindo as vias de comunicação, quer através da telemetria associada às viaturas convencionais, quer através de sistemas de condução assistida e automática e na conveniência no consumo de bens e serviços físicos.

  1. A cloud está a evoluir da redução de custos para um disruptor de modelos de negócio

De tecnologia que dá corpo à ubiquidade das redes de telecomunicações e a banalização do custo de armazenagem e processamento de dados, a cloud está a transformar-se numa tecnologia disruptiva pela capacidade que proporciona ao nível de disponibilidade e acessibilidade dos dados e de eliminação dos requisitos de investimento em modelos de negócio.

  1. A importância da privacidade e da proteção de dados pessoais cresce visivelmente

A consultora refere também que há um paradoxo entre o maior controlo e escolha que todos os consumidores têm com o acesso à informação, que lhes permite decidir sobre compras de bens e serviços de modo mais fluído bem como aceder a mercados anteriormente inacessíveis, por um lado, e o controlo que efetivamente a tecnologia vem tendo sobre as pessoas, por outro, como se vê no uso obsessivo de dispositivos móveis e de redes sociais.

  1. O mercado continuará em modo de consolidação mas tenderá para a convergência

Os mercados de telecomunicações, media e tecnologia sempre tiveram muita dinâmica e atualmente estão em ebulição, fruto do ritmo acelerado de transformação digital a que se assiste globalmente. De acordo com a EY Portugal, este fenómeno está presente na crescente diversificação dos operadores de telecomunicações, quer para serviços de entretenimento, como a produção e distribuição de conteúdos de televisão e a revolução da televisão digital que se tem vindo a presenciar, quer para serviços empresariais, como o fornecimento de infraestruturas de armazenamento e processamento de informação através da cloud.

Assim, da tradicional procura de sinergias e redução de custos que é típica nas operações de fusões e aquisições neste e noutros setores, assiste-se à passagem para uma lógica de convergência e integração na busca de tecnologia estratégica, know-how específico ou expansão vertical.

  1. Plataformas de Analítica Avançada permitem a modelação e segmentação de clientes

Plataformas como as de Analítica de Clientes providenciam ferramentas de visualização de todo o ciclo de vida do cliente, o que tem permitido incrementar consideravelmente a performance de diversos operadores.

  1. A transformação digital exige cautela

Não há uma estratégia única adequada a todos os operadores. É necessário identificar as forças e as oportunidades para se diferenciar no mercado e para romper o modelo de negócio. É também fulcral atingir escala rapidamente, desenvolvendo ou adquirindo as competências e os ativos necessários.