Tecnologia

Machine learning “desafia segurança digital”

Machine learning “desafia segurança digital”

O Machine Learning e a Inteligência Artificial “desafiam a segurança digital”. Quem o diz é Carlos Rodrigues, vice-presidente da Varonis para a América Latina, empresa especializada em segurança, num artigo de opinião publicado na Revista do Call Center.

“Os sistemas equipados com inteligência artificial contam hoje com uma quantidade massiva de dados sensíveis para determinar o percurso da vida dos indivíduos. Perante este cenário, é até difícil não imaginar que essa tecnologia esteja vulnerável de alguma maneira ou até mesmo possa ser usada para fins maliciosos, especialmente quando pensamos nas plataformas de segurança digital que usam essa tecnologia aplicada em sistemas equipados com machine learning, como as mais novas soluções de proteção do endpoint”, refere

“Como é que o machine learning, uma tecnologia que trouxe uma série de oportunidades para a segurança digital, pode tornar-se uma ameaça para as empresas? Um grupo de cientistas de universidades americanas e britânicas, incluindo Stanford, Yale, Oxford e Cambridge, junto de organizações da sociedade civil e representantes da indústria de cibersegurança procuraram responder a essa pergunta no estudo ‘The Malicious Use of Artificial Intelligence: Forecasting, Prevention and Mitigation’ publicado recentemente e que aborda uma série de potenciais usos maliciosos da inteligência artificial com foco em machine learning. Além de permitir que malwares do tipo zero-day apareçam com mais frequência e sejam direcionados de maneira mais precisa, inclusive neutralizando as defesas existentes, a inteligência artificial e o machine learning, quando usados pelos cibercriminosos, expõem também uma falha preocupante dessas tecnologias, que é a possibilidade de indução de classificações equivocadas por meio de informações contraditórias ou da contaminação da base de dados”, revela ainda o especialista.

Carlos Rodrigues diz ainda que “não existe nenhuma solução definitiva para o uso de inteligência artificial de maneira criminosa. Assim como as empresas fornecedoras de software estão constantemente a aprimorar as suas capacidades com o machine learning, os hackers vão continuar a sofisticar-se usando essa mesma tecnologia. Ou seja, trata-se de uma corrida constante para estar à frente das ameaças.”