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2020: que tendências vão marcar os Recursos Humanos?

Com um novo ano, e uma nova década, prestes a arrancar, decidimos olhar para as tendências que marcaram os Recursos Humanos em 2019 [1] e contar-lhe o que prevemos para 2020.

2019 foi o ano da personalização. Depois de vários anos focada na estandardização, a área dos Recursos Humanos mudou para uma abordagem de foco nas necessidades individuais de cada colaborador.

Na área da Formação, assistimos a uma mudança para abordagens individualizadas, assim como no design de espaços de trabalho, que passaram a ser pensados para as necessidades de cada colaborador.

2019 foi ainda o ano da introdução dos temas relacionados com a Confiança na agenda dos Recursos Humanos. Muitas das ações de RH continuam a ser criadas sob a assunção de que os colaboradores confiam na sua organização e confiam na tecnologia. Contudo, o seu nível de confiança pode ser hoje mais baixo do que nunca…O ano que passou veio mudar isso.

Este ano foi ainda marcado pelos temas relacionados com a Experiência dos colaboradores nas organizações. Contudo, a maiorias das estratégias implementadas continuam a ser criadas a partir do topo para a base e focadas na organização e não nos colaboradores. Segundo HR Trend Institute, o conceito está desagastado e em 2020 não iremos estar focados nele.

Outro dos grandes temas de 2019 foi a Humanização dos Recursos Humanos [2]. O foco está mais do que nunca nas pessoas. Antes de analytics e tecnologia, o foco deve estar no comportamento humano. Importa ainda referir que apesar de todas as inovações em Inteligência Artificial (IA), ainda existem muitas tarefas nas quais a tecnologia e a IA têm, e continuarão a ter, dificuldade em competir. 2020 voltará a ser o ano da Humanização em todos os setores.

Mas quais serão, afinal, as grandes tendências nos Recursos Humanos em 2020? A plataforma Turbine olhou para alguns dados e estatísticas do setor e traçou um retrato do que deverão ser os Recursos Humanos no próximo ano. Partilhamos algumas ideias consigo.

Em 2020, os gestores de Recursos Humanos terão de trabalhar em novas metodologias [3] que promovam o trabalho em equipa [4] e em ferramentas que coloquem a comunicação e a transparência no centro das organizações. A utilização de ferramentas como o Slack são um bom passo, mas as grandes organizações vão precisar, cada vez mais, de plataformas adaptadas à sua forma de trabalhar.

É verdade…em 2020, a gestão de uma força de trabalho com múltiplas gerações continuará a ser um dos maiores desafios. [5] Cada uma destas gerações quer ser ouvida dentro das suas organizações. Para as empresas que não souberem fazer esta gestão, existirão grandes problemas de retenção e atração de talento.

Em 2019 não houve ninguém que não tivesse ouvido falar de burnout [6], dos custos da perda de sono dos colaboradores [7] para as empresas e da responsabilidade das organizações nestas questões. Nos EUA, apenas 41% das pessoas que está a passar por problemas de saúde mental recebem apoio profissional. Em 2020, o foco na saúde mental será ainda maior, com as organizações a assumirem o seu papel de responsabilidade nestas questões e a integrarem o apoio e os cuidados de saúde mental nos seus pacotes de benefícios [8] pata os colaboradores.

O stress é altamente prejudicial para a saúde mental e para o engagement dos colaboradores, por isso, a aposta será cada vez mais na criação de programas e ações de redução do stress, nomeadamente através de formação, coaching [9] e mindfulness [10].

O termo Big Data entrou no nosso vocabulário há vários anos, mas a realidade é que apesar de a grande maioria das empresas estar já a recolher milhões de dados sobre toda a sua atividade, são ainda muito poucas as que analisam esses dados para os colocar ao serviço da sua organização.

Em 2020, os dados vão passar a ser uma parte muito importante dos departamentos de RH. Os colaboradores vão passar a ser os alvos de testes A/B e de questionários. E isso é ótimo! Os dados são uma excelente forma de analisar em tempo real qual a experiência dos colaboradores nas organizações, como trabalham com as suas equipas e o que pensam das suas chefias, o que permite agir de forma imediata.

O futuro irá exigir novas competências, o que significa que as organizações terão de fazer um enorme investimento na formação, no desenvolvimento e no re-skilling das suas equipas. Até agora, os Recursos Humanos têm dado muito ênfase à necessidade de criar organizações que se adaptem ao futuro, mas mais importante será criar uma força de trabalho adaptável [11], sobretudo, num contexto de constante mudança.

Soft skills como a empatia, a resiliência e a consciência de nós próprios vão passar a ser essenciais. Além disso, as pessoas irão querer, cada vez mais, ser reconhecidas pelo seu contributo e pela sua capacidade de se adaptarem às novas exigências. No próximo ano, as organizações deverão garantir que investem e valorizam a capacidade de adaptação das suas equipas, colocando as pessoas em primeiro lugar em todos os aspetos.

Artigo publicado em parceria com o blog RH Bizz [12]