Recursos Humanos

Estratégias para uma formação ágil

Empresas com programas de formação têm colaboradores mais felizes e são mais rentáveis

A revolução digital transformou a forma como trabalhamos, aprendemos e comunicamos no local de trabalho e, de acordo com Alvin Toffler, autor de Future Shock, “o analfabeto do século XXI não é aquele não sabe ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”.

Isto significa que à medida que a revolução tecnológica avança, os colaboradores devem ser capazes de adaptar as suas competências, combinando-as com as exigências das novas formas de trabalho. Como formandos, os colaboradores precisarão cada vez mais de possuir um ‘pacote de competências’ que lhes permita acompanhar o ritmo de mudança das suas funções e da tecnologia.

Já as organizações devem adotar e implementar um sistema que permita às suas equipas e à própria organização prosperar num futuro em constante mudança, garantindo uma formação ágil e contínua.

De acordo com o portal Training Industry, a tecnologia será cada vez mais o impulsionador da adaptação contínua dos colaboradores e permitirá a cada um construir a sua própria experiência de formação. Saiba quais as que têm maior impacto na forma como vamos aprender.

Inteligência Artificial

A IA permite criar sistemas que conseguem reconhecer padrões complexos e processos de informação e fazer recomendações. A integração de Inteligência Artificial nas organizações vai obrigar os formados a adquirir novas competências que lhes permitam trabalhar lado a lado com estes sistemas.

Blockchain

A blockchain permite registar e partilhar dados sem intermediários. Isto permitirá que os sistemas se tornem mais transparentes, rastreáveis e seguros. Os formandos terão de ser capazes de aceder, analisar, criar insights e aplica-los aos diversos desafios dos negócios.

Experiências digitais imersivas

As tecnologias que permitem simular o mundo real e que permitem interações colaborativas em tempo real e à distância vão continuar a crescer. Os formandos terão de colaborar e interagir tanto em ambientes presenciais como em ambientes virtuais.

Tudo isto obrigará as organizações a desenvolverem estratégias de formação mais ágeis e que respondam às necessidades do formando nesta nova era. Estas estratégias devem ser capazes de responder a diversas necessidades de aprendizagem, endereçando, por exemplo, a crescente criação de novas funções.

Isto significa também que os formandos vão deixar de ser apenas recetores de informação e passarão a ser também colaboradores, criadores, curadores e mentores nos processos de formação. As organizações terão assim que envolver as suas equipas nos planos de formação. Como? Tornando os seus colaboradores em ‘curadores’ de informação relevante que possa apoiar os restantes membros da equipa nos seus processos de formação, criando equipas de pessoas que estão a atravessar desafios semelhantes e incentivando-as a resolvê-los em conjunto.

De acordo com Rob Cross, autor de The Invisible Network Strategies of Successful People, criar estas redes de pessoas com necessidades de formação semelhantes pode trazer benefícios como o desenvolvimento de soluções inovadoras, mais eficiência, descoberta de potencial escondido, promoção do bem-estar e de um sentido de propósito e facilitação da transição para novas funções.

Artigo publicado em parceria com o blog RH Bizz.