Recursos Humanos

Estudo da Faculdade de Psicologia revela que trabalhar num contact center já não é tão esgotante

Estudo da Faculdade de Psicologia revela que trabalhar num contact center já não é tão esgotante

A profissão de operador de contact center está a mudar e já não é tão esgotante. A conclusão é de um estudo da Faculdade de Psicologia de Lisboa que analisou a evolução do setor e que indica que a possibilidade de fugir ao desemprego e os incentivos pagos são hoje os maiores atrativos do setor do atendimento ao cliente.

De acordo com o jornal Expresso, o estudo indica que a atividade já não é tão stressante e já não é vista como uma profissão temporária, mas sim como uma atividade a longo prazo.

“Ao contrário do que se pensava, as pessoas não adoecem, com elevados níveis de stress, só porque trabalham num contact center”, diz ao jornal Maria Chambel, responsável pelo estudo.

“Por inevitabilidade do próprio mercado de trabalho, com menos empregabilidade, quem não tem expectativas de ter outro emprego vê neste sector uma alternativa e valoriza-a. O contact center deixou de ser um trabalho temporário. Tornou-se uma profissão, sobretudo para quem não tem acesso a atividades mais tradicionais”, acrescenta.

“Percebemos claramente que quando se começa com entusiasmo, o bem-estar mantém-se ao longo tempo. As pessoas em Lisboa e no Sul esperam ter outro emprego e os seus níveis de stress são mais elevados do que quem está no Norte ou no interior do país, onde há menos oportunidades”, diz ainda a investigadora ao semanário.

O estudo sublinha ainda a importância das expetativas salariais individuais no bem-estar dos trabalhadores do setor. Em média, para oito horas diárias são pagos 850 euros brutos e uma parte variável que pode ir até 300 euros mensais. Face à produtividade, sobretudo pelos extras vendidos aos clientes, o valor pode ir até aos 1000 euros por mês, diz ainda o estudo.