Liderança

8 pontos que vão ajudá-lo a avaliar a sua Liderança

8 pontos que vão ajudá-lo a avaliar a sua Liderança

Ao longo da minha carreira encontrei diferentes estilos de Liderança. Recordo-me bem dos líderes com os quais aprendi imenso; e dos outros…Destaco três líderes, (por acaso duas mulheres e um homem) com os quais considero que muito me desenvolvi. Observando em retrospetiva, verifico que têm qualidades comuns. E é sobre elas que decido refletir neste artigo.

Estes três líderes que me inspiraram tinham estilos comportamentais distintos, personalidades e formas de estar distintas e, contudo, as competências-chave para a liderança que consigo observar de forma muito pragmática, estão lá. São as mesmas e tornam-os ‘maiores’ na capacidade de liderança. Provavelmente continuam ainda hoje a inspirar equipas e organizações.

Claro está, em oposição, ‘os líderes menores’ assemelham-se nos comportamentos manipuladores em vez de mobilizadores, agressivos em vez de assertivos – já agora, por favor, pare-se de confundir agressividade com assertividade – na comunicação confusa e opaca em vez de clara e focada em objetivos, na ausência de coragem, na fraca capacidade para ouvir e para assumirem as suas responsabilidades…Também, por vezes, por serem pouco exigentes, pouco afirmativos ou terem medo da equipa! (E a exigência leva-nos a outros patamares de desempenho). Poderia indicar mais e mais exemplos negativos… Mas como consultora em Psicologia Positiva, opto por focar-me no que funciona.

Claramente existem 8 competências essenciais para os líderes que todos queremos ser e ter.

Liderar pressupõe desenvolver para concretizar. A adequação de diferentes estilos a cada desafio e a cada fase de desenvolvimento da equipa é determinante. Ter uma visão, transmiti-la com clareza, definir objetivos e colocar o drive necessário para a concretização.

Quer saber como está a sua liderança? Avalie-se nestas 8 competências-chave:

  1. Capacidade de comunicação: como comunica com a sua equipa? Comunica de forma assertiva, eficiente e permitindo feedback? Que canais utiliza para evitar o excesso de informação? O que diz e a quem? Que processos/rotinas facilitam que a informação necessária chegue a quem de direito no momento certo? Sem excessos no conteúdo e/ou na forma… A comunicação e o feedback são chave para um contexto cultural de confiança.
  2. Capacidade de gestão da mudança e agilidade: o mercado já não é o ambiente estável e previsível dos anos 90… Como consegue antecipar o futuro e redirecionar a sua equipa para as prioridades e desconstruir as resistências? Abraça mudanças com propósito e a bem da equipa e da organização ou muda por mudar, sem motivos claros? Baralha a sua equipa?
  3. Capacidade para tomar decisões: a habilidade que mais ansiedade nos causa, na verdade… sabe que tem mais de 50 matrizes que facilitam a tomada de decisão? E também deve ouvir o seu chamado ‘gutt feeling’… Como examina as diferentes opções e ‘pesa’ as diferentes alternativas face aos objetivos que pretende?
  4. Capacidade de Delegação: a delegação promove o desenvolvimento da equipa. Como delega projetos e desenvolve a autonomia na sua equipa? Facilita e promove a capacidade para arriscar e tomar decisões? Note, delegar não é de-largar… (Vale a pena ler mais sobre os 7 passos de delegação de Jurgen Apello).
  5. Inteligência Emocional: reconhece a sua? Entre o transbordar de emoções desgovernadas que mais parecem cavalos selvagens e a frieza de um iceberg, existe um caminho do meio… O contexto emocional que o líder facilita, torna as organizações mais humanas. E, nesses contextos, as pessoas são mais produtivas porque os drivers são sempre emocionais. O que tem feito por isso?
  6. Capacidade de definição de objetivos: todos os elementos da sua equipa sabem para que objetivo estão a colaborar? As equipas sabem para que existem? Conseguem definir prioridades, ações, antecipar desafios, pensar soluções e medir cada etapa? Os objetivos são drivers importantíssimos e pilares da motivação.
  7. Capacidade para unir a equipa: consegue escolher profissionais que, com estilos comportamentais distintos, se revejam nos mesmos valores? Consegue que os mais seniores suportem e desenvolvam os mais juniores e que todos sintam que têm um papel na equipa? Conhece as expectativas individuais e do conjunto? Grandes equipas são capazes de feitos extraordinários.
  8. Capacidade para criar uma visão de futuro: a sua equipa sabe onde a organização quer estar no futuro? E sentem-se inspirados por essa visão? Nada nos faz sentir mais úteis do que uma visão co-criada, partilhada, onde sabemos que temos um papel determinante. O futuro é nosso!

Tantas questões que facilitam a sua autoavaliação como líder e, contudo, estamos no campo da autoperceção… o ‘reality check’ só acontece com um diagnóstico 360º, em modelo feedback assessment. Afinal, a verdade é aquilo que reconhece em si mais aquilo que outros, em maioria, lhe indicam.

Quer fazer parte da lista de líderes com resultados extraordinários? Comece a trabalhar nestes pontos.

Artigo escrito por por Ana Pina, Founder Seven Seeds | Speaker & Facilitator I Talent Developer, Consultant & Coach I Trainer IFE by Abilways, em parceria com o site RH Bizz