Recursos Humanos

A Google quis provar que não precisamos de líderes, mas falhou

líderes digitais

A Google juntou um grupo de investigadores e especialistas em estatística para demonstrar que os líderes não fazem a diferença e que as competências de um manager não têm impacto na performance da sua equipa. O Project Oxygen, como foi batizado, remonta a 2009, mas dez anos depois, os resultados são mais valiosos que nunca.

De acordo com o The New York Times, a gigante tecnológica analisou os relatórios de performance dos colaboradores, os inquéritos de feedback internos e as nomeações de top-managers nos prémios anuais da companhia. Determinada a provar que os líderes, na melhor das hipóteses, são um mal necessário, a Google embarcou numa experiência radical para criar uma organização totalmente horizontal, sem managers.

A experiência revelou-se um desastre e as análises de dados rapidamente provaram que a empresa não podia estar mais errada: as equipas com bons líderes são mais felizes e mais produtivas. É nesta altura que a Google decide mudar a direção do seu estudo: quais são os traços de personalidade e comportamentais que fazem de um manager um bom líder?

Laszlo Bock, que na altura era vice-president of People Operations na Google, explica ao The New York Times que graças aos resultados obtidos, “tivemos melhorias significativas na qualidade dos managers”.

Estes resultados são uma lista das 10 características que a Google acredita serem essenciais para um bom líder. Conheça-as.

  1. É um bom formador

Segundo a Google, um bom líder investe tempo e energia a ajudar os membros da sua equipa a transformarem-se na melhor versão possível de si próprios.  Os líderes devem ser facilitadores, colocar boas questões e não dar todas as respostas.

  1. Não ‘microgerir’

Ninguém gosta de um líder que não dá autonomia. As equipas que se sentem autónomas são mais felizes e mais comprometidas com a missão da organização. Além disso, os gestores que dão esse ‘poder’ às suas equipas são vistos como mais influentes e inspiradores pelos seus subordinados.

  1. Cria um ambiente de equipa inclusivo e mostra preocupação com o sucesso e o bem-estar

Os colaboradores respondem melhor a managers que se preocupam com os sucessos e que apoiam o bem-estar da equipa.

  1. É produtivo e orientado para os resultados

Os melhores líderes, de acordo com a Google, levam a produtividade das equipas muito asério e dão-lhes ferramentas para que possam ser produtivos, facilitando os processos.

  1. É bom comunicador: ouve e partilha informação

Um bom líder investe na sua comunicação e preocupa-se em ouvir todos os elementos da sua equipa.

  1. Tem uma visão clara para a equipa

É importante que as equipas sintam que têm uma linha orientadora. Além disso, é essencial que os membros da equipa se sintam parte dessa estratégia e que a sua visão também é importante.

  1. Apoia o desenvolvimento de carreira

Os melhores líderes preocupam-se com o desenvolvimento da carreira dos membros da sua equipa e com o seu desenvolvimento pessoal. Além disso, as pessoas querem feedback frequente.

A verdade é que as pessoas não trabalham para conseguir um aumento salarial, mas para conseguir maior significado para as suas vidas. Esse significado vem do crescimento pessoal e do seu desenvolvimento como profissionais.

  1. Tem conhecimento e partilha-o

Para a Google, um bom manager tem competências técnicas e partilha as suas experiências profissionais. Além disso, deve investir na sua formação de forma contínua e manter-se atualizado em relação às tendências do setor.

  1. Colabora

Nada é mais destrutivo para uma equipa do que um líder que não está disponível para colaborar com os outros. Cada vez mais, as competências de colaboração são essenciais numa organização e os managers devem ser os primeiros a dar o exemplo.

  1. É um bom decisor

A indecisão paralisa as organizações, cria dúvida, incerteza, falta de foco e ressentimento. Um bom líder deve ser confiante e acreditar que uma decisão, mesmo que venha a revelar-se a menos acertada, é melhor do que nenhuma decisão.

Artigo publicado em parceria com o blog RH Bizz